sábado, 1 de julho de 2017

Ensino...

Relendo os textos faço o seguinte questionamento sujeito dos processos educativos é o homem? em sua inteireza (mente, corpo, relações, historicidade...) ? Neste sentido precisa-se pensar que sua educação/desenvolvimento não está somente subordinada às leis da sociedade capitalista, que sua adaptabilidade e funcionalidade, não estão somente atreladas aos treinamentos, mas, sobretudo ao seu contexto histórico.
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Quem sabe possamos encontrar respostas ou compreensão para o momento educativo que estamos vivenciando em nossas escolas, como um momento de falta de sintonia ou sincronia entre alunos e professores. Professores que dão alguns passos no uso da tecnologia no âmbito privado, mas que  apresentam grande receio e resistência em sua utilização no desenvolvimento da atividade docente. Parece que não estamos conseguindo sair de um papel de tradutor do conhecimento, ou seja, o de fonte de saberes, para o de curador, ou mediador, orientando pesquisas e provocando o debate.

Desta forma, em um tempo de mudanças muito rápidas, torna-se fundamental o encontro de aprendizagem, tempo de garantias de direitos, de acesso de uma grande massa de juventude ao ensino, e também de grandes incertezas ou complexidade de quem é o trabalhador que o Brasil precisa talvez o grande passo seja desfocar da mercantilização do homem, voltar o olhar na grandeza do encontro e desenvolvimento da pessoa, para que cada uma possa dar conta do seu existir e contribuir com a sociedade do seu tempo.

domingo, 18 de junho de 2017

Reflexão de avaliar e se autoavaliar

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Será que a avaliação tem a função de classificação meramente? Ou é mais um ato de verificar se a avaliação esta adequada ou inadequada. Percebo com o decorrer dos semestres que a avaliação torna-se formativa, pois a cada informação dada é um processo que é aberto, ou seja, é uma possibilidade de modificação que o curso permite a nós alun@s de pedagogia.
Temos avaliações a todo instante como fóruns, atividades individuais, coletivas e práticas dos textos lidos e em consequência disso acabo colocando toda essa teoria em prática com os meus alunos. Estas práticas e terias fizeram com que as minhas avaliações de cumulativas fossem avaliações quantitativas, ora a qualidade das tarefas é constante.
Dessa forma, minha autoavaliação pode se dizer que é crítica, pois vejo o meu desempenho e faço reflexões sobre as leituras, pois com o decorrer dos semestres estou alicerçando a minha teoria com a minha prática, muitas leituras estão sendo realizadas as aprendizagens estão sendo exploradas e as frustrações que eu tinha aos poucos estão sendo sanadas concomitantemente as expectativas com o próximo semestre é ser mais reflexiva na minha prática pedagógica.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Afirmação da cidadania

A escola tem um papel fundamental na construção sócio educacional do aluno, pois a um reconhecimento como contribuinte da educação e para afirmação da cidadania, já que corresponde a um espaço sociocultural de interação.
            Nas palavras de Pereira (2013) a escola te o papel fundamental na vida social do aluno:

A escola é, desde então, o lugar por excelência onde se poderá aprender sobre e com a diferença, isto é, a escola precisa se tornar um locus de alteridade. O currículo escolar deixou de ser visto como mero acúmulo de conteúdos de diferentes disciplinas. Nem mesmo se constitui em um conjunto coerente de métodos e estratégias de ensino. O currículo é produtivo. Ele é espaço de constituição de identidades, lugar onde se produz memória, modos de ser e de conviver. O currículo é um território onde se aprende matemáticas, mas também formas de relações consigo mesmo e com os outros. Ele pode construir passado e história ou, simplesmente, apagar marcas e singularidades; ele pode uniformizar formas de existência ou mostrar o espetáculo da diferença. Nesse sentido, os currículos escolares podem ser vistos como lugares em construção, assim como espaços de puros devires, de onde não se pode supor forma acabada, marca perene. Os currículos, como espaços de devir, são o lugar da diferença, onde não há definição prévia do que se pode ou se deve vir a ser. Assim, o currículo deixa de ser espaço de formação, de engavetamento do indivíduo em um invólucro que constitui uma identidade, mas abre a possibilidade de os indivíduos terem experiências diversas.

            Ações afirmativas são políticas focais que alocam recursos em benefício de pessoas pertencentes a grupos discriminados e vitimados pela exclusão socioeconômica no passado ou no presente. Trata-se de medidas que têm como objetivo combater discriminações étnicas, raciais, religiosas, de gênero ou de casta, aumentando a participação de minorias no processo político, no acesso à educação, saúde, emprego, bens materiais, redes de proteção social e/ou no reconhecimento cultural.
Referências

PEREIRA, Mullet Nilton. Tempo da subjetividade. Curso de Aperfeiçoamento Produção de Material Didático para Diversidade 3 Ed. Porto Alegre, 2013.

Gestão democrática na escola

Em uma perspectiva democrática a comunidade escolar escolhe seu Diretor e Vice através do voto. Todos os segmentos da escola participam desta votação: pais, professores, funcionários.

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A gestão democrática é baseada no Estado de direito emergido com o advento da modernidade, caracteriza-se por uma gestão do tipo racional-legal onde se obedece não à pessoa em virtude de seu direito próprio, mas à regra estatuída, que estabelece ao mesmo tempo a quem e em que medida se deve obedecer. Neste modelo de gestão também quem ordena obedece, pois, ao emitir uma ordem, fruto de discussão, esta se transforma em regra universal para todos.
 Há assembleias com representantes dos segmentos da escola e Conselho Escolar para elencar as prioridades da dimensão financeira, projetos que envolvam a comunidade a serem desenvolvidos no decorrer do ano letivo na escola. Por fim a gestão democrática implica na efetivação dos processos e de organização e assim favorecerá uma decisão coletiva e com participação ativa de todos.

Referências 

BATISTA, Neusa Chaves Batista. O Estado moderno: da gestão patrimonialista à gestão democrática

Administração Escolar

Quando falamos em democracia e seus elementos escolares como eleições de diretores, COM, CE e toda a aplicação dos recursos financeiros destinados à escola, devemos verificar quem são os participantes e quem esta opinando e fiscalizando as.

Martins (1994, p. 22) define a administração como “processo de planejar para organizar, dirigir e controlar recursos humanos, materiais, financeiros e informacionais, visando à realização de objetivos”.

Se não houver quem opine ou fiscalize não é um processo democrático na gestão escolar, mas será que a comunidade escolar está preparada para tal democracia? Com tantas regras no qual não se pode tudo, sabemos que o processo é lento, todavia acredita-se que a democratização vem a corroborar com o ideal de participação e a vontade de fazer uma escola idealizada, no instante que abrange a diversidade da sociedade e seus objetivos.

Nesse sentido, administrar uma escola não se resume à aplicação dos métodos, das técnicas e dos princípios utilizados nas empresas, devido à sua especificidade e aos fins a serem alcançados. Nesse contexto, Paro (1996, p. 7) sinaliza que, se considerarmos que a administração implica a “utilização racional de recursos, para a realização de fins determinados”, a administração da escola “exige a permanente impregnação de seus fins pedagógicos na forma de alcançá-los”.

Traz assim, uma visão para meio escolar com a sua realidade. Contudo, não se deve negar que este é um processo em construção e reconstrução, no qual ganha notoriedade e espaço. Democratizar é reunir opiniões para dividir dever e responsabilidades nas decisões com toda uma comunidade escolar.

Referências


João Ferreira de Oliveira – UFG, Karine Nunes de Moraes – UFG, Luiz Fernandes Dourado – UFG -Políticas e Gestão na Educação

sábado, 27 de maio de 2017

Direito democrático

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O direito democrático que usa como vias a democracia direta dá ao cidadão a forma mais digna de participação e organização direta de qualquer processo que o Estado venha a tomar como importante. A participação da população nas decisões na Gestão Pública é fundamental para o enriquecimento social, e assim garantir o alicerce de uma sociedade infraestruturada socialmente, pois assim contribuiu de maneira essencial para o desenvolvimento de toda uma sociedade. A oportunidade de participar de uma democracia direta é de suma importância para todos os cidadãos, que visam o constante aprimoramento de uma sociedade mais justa e igualitária com vistas a melhorar cada vez mais o seu desenvolvimento. 
Muitos cidadãos ainda vivem na linha da pobreza, isto porque a minoria detém o grande poder em suas mãos. A população não esta usufruindo dos seus direitos e de deveres que lhes são permitidos como cidadãos de direito. É uma tarefa, para todos desde as crianças, jovens e adultos, a partir de princípios coerentes com a educação, e com a intenção explícita de promover a cidadania pautada na democracia, na justiça, na igualdade, na equidade e na participação ativa de todos os membros da sociedade nas decisões sobre seus rumos. 

LDBEN nº 9394/96

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A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDBEN) nº 9394/96, define, a educação infantil, ensino fundamental e médio, em uma única etapa a educação básica, onde o aluno só finaliza após a conclusão do ensino médio. O docente necessita compreender vários campos do conhecimento e da pesquisa para ser capaz de transformar o senso comum de seus alunos em conhecimento científico e durante todo o processo avaliar a construção do mesmo. A pesquisa, a interdisciplinaridade e o contexto social e cultural do aluno devem nortear o currículo e o processo de avaliação deve ser democrático. A Escola Nova no Brasil no século XX sugere que um currículo deve conter disciplinas obrigatórias e optativas, escolhidas pelo aluno de acordo com seu interesse. O ensino médio brasileiro, durante a sua história, oscilou entre uma finalidade voltada ora para a formação acadêmica, destinada a preparar para o ingresso no ensino superior, ora voltada para uma formação de caráter técnico, com vistas a preparar para o trabalho.
      Dessa forma, os currículos estão estruturados por divisão de disciplinas, o que torna o conhecimento fragmentado, distanciando-se do cotidiano do aluno, dificultando sua aprendizagem e por consequência, reduzindo seu interesse pelos estudos. Esse fracionamento do saber escolar em disciplinas e o isolamento de cada uma delas tem por como finalidade oportunizar a memorização de conceitos, isto é, sacrifica a potencialidade do conhecimento escolar e adquire um formalismo extremo justificado. Cabe ao professor fazer as relações necessárias para que ambas as partes se interliguem e o processo de ensino-aprendizagem aconteça.